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Angella Conte expõe em Reykjavík, Islândia. | 05-07-2014

A exposição coletiva Real Delicacies foi inaugurada no dia 3 de Julho e dura até o dia 31 do mesmo mês, na National Gallery of Iceland, em Reykjavík. A curadora Kika Nicolela selecionou 9 vídeo-artistas brasileiros com a proposta de explorar o aleatório, a paisagem e o cotidiano; a imagem vulnerável. 

A artista Angella Conte, integrante do grupo de artistas representados pela Galeria, apresenta o projeto Nem Mesmo Escuto a Minha Alma, desenvolvido em Residência Artística na Casa Jasmim Andaluz, em Lisboa, Portugal. 

O trabalho apresentado pela artista consiste na reprodução em vídeo da performance realizada em 2012 no bairro Alfama, em Lisboa. A proposta baseia-se no texto de Lêdo Ivo, escritor alagoano falecido no mesmo ano de realização da performance.

“Que me deixem passar - eis o que peço diante da porta ou diante do caminho.E que ninguém me siga na passagem.
Não tenho companheiros de viagem nem quero que ninguém fique ao meu lado.Para passar, exijo estar sozinho, somente de mim mesmo acompanhado.
Mas caso me proíbam de passar por ser eu diferente ou indesejado mesmo assim passarei.
Inventarei a porta e o caminho. E passarei sozinho.”

Sobre o trabalho, a artista escreve: "Baseando-me no texto de Lêdo Ivo, a proposta dá continuidade à pesquisa sobre o comportamento humano, suas ações, o entorno e seu cotidiano. Aqui onde o privado é publico, onde os quintais e os caminhos são um só. Onde as portas e janelas não são barreiras, onde as vozes e o cantos se misturam, tento contaminar esse ruído com meu silêncio. A cada passo um ruído diferente a cada porta uma vida, todos em um labirinto. Interfiro nessa rotina quase sem ser notada. Em uma performance caminho neste labirinto de ruas ao som de vozes, musicas, pássaros, máquinas, conversas, etc."