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Pourquoi Pas?
02.12.2017 | 07.01.2018

POURQUOI  PAS ?  
Alexandra  Loras

Analisando o comportamento da alta sociedade perante o povo NEGRO ao redor do mundo, a provocadora “Artivista” Alexandra Loras nos convida a pensar ao inverso, transformando brancos em negros. Políticos, celebridades, jornalistas entre outras importantes personalidades marcantes da história mundial tiveram seus tons de pele escurecidos por meio de arte digital e interferidos pelo Coletivo de arte urbana M.I.A.       
A exposição “Pourquoi pas?“ desconstrói  os conceitos dessa “White high society” com ousadia, humor, poesia, política e uma leve pitada de ironia. Nos propõe a  refletir sobre o protagonismo NEGRO na sociedade, permitindo-nos vivenciar outras possíveis realidades, representando através de personagens caricatos a figura do NEGRO no poder.   
Por que não?    
Adriane Galisteu, William Waak, Xuxa, Michel Temer, Donald Trump, Rainha Elizabeth, Jô Soares,  Geraldo Alckmin, Cameron Diaz, Sílvio Santos, João Dória........... se estes ícones sociais fossem negros, teriam as mesmas posturas com a diversidade? Tomariam as mesmas decisões? Tratariam o povo da mesma forma? Idealizamos uma sociedade em que a consciência mutua reine e as pessoas se enxerguem, umas as outras, como SERES HUMANOS...  Por que não?  
Desenraizada, Alexandra Loras  atravessa, em corda bamba, distâncias entre mundos. A ex-consulesa que nasceu e cresceu nos guetos de Paris conhece os dois lados da moeda. Apaixonada pelo Brasil, protagoniza encontros e diálogos sobre multiculturalidade, elevando a consciência humana ao caminho da  igualdade, dissertando com pertencimento e franqueza sobre assuntos delicados e mascarados pela sociedade como o racismo e o preconceito. Despertando o entendimento e a importância do respeito aos diversos gêneros, raças e ideais, faz-nos enxergar os extremos através de suas palestras, projetos sociais, culturais e ações políticas, aproximando mundos opostos e nos fazendo acreditar que ainda é possível construir uma sociedade igualitária convivendo com as diferenças de forma harmônica e respeitosa para que, um dia quem sabe, possamos viver em um coletivismo linear.   


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