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Limite Zero
30.08.2014 | 04.10.2014

Com curadoria de Simon Watson e curadoria de performance por Fabiana Lopes, a exposição coletiva apresenta Maurício Ianês, Paulo Nazareth, Cris Bierrenbach e Priscila Rezende.Limite Zero reúne artistas que valorizam a performance como parte essencial de seus métodos e que possuem trabalhos engajados com questões sócio-políticas. Ao mesmo tempo em que representa uma declaração coletiva que traz luz sobre a natureza da sociedade e cultura brasileiras contemporâneas, a exposição oferece uma oportunidade para examinar o trabalho de artistas individuais de uma geração mais jovem, que estão criando alguns dos melhores trabalhos do Brasil focados em questões sociais contemporâneas.

Sobre o Artista

Maurício Ianês:  Residente em São Paulo, Maurício Ianês foca grande parte de seu trabalho em performances pessoais que resultam em vídeos e fotos. De acordo com o Wall Street Journal, o trabalho do artista levanta questões sobre “a linguagem artística e verbal, suas possibilidades e limites expressivos, suas funções políticas e sociais”. Ianês tem participado em exposições pelo Brasil e internacionalmente, e é representado pela Galeria Vermelho, em São Paulo e Y Gallery, em Nova Iorque.   

Paulo Nazareth
: Criado nas favelas de Belo Horizonte, Paulo Nazareth é um performer cujo trabalho também inclui a fotografia. Há dois anos atrás, Nazareth realizou uma jornada de nove meses de caminhada, calçando um par de Havaianas gastas, desde o centro do Brasil até Miami, viajando em parte através da Rodovia Pan-Americana. Durante o trajeto, Nazareth fez fotografias de seus arredores em constante mudança enquanto, de certa forma, narrava a esperançosa viagem que tantos “nômades globais contemporâneos” fizeram antes dele. Outras performances de Nazareth resultam não somente em fotografias mas também em vídeos, desenhos e instalações esculturais. Nazareth encontra-se no meio de uma missão pessoal de descoberta guiada parte pela sua própria experiência racial, e parte pela diáspora Africana no que se refere tanto aos povos indígenas do Brasil como seus colonizadores. Ele é representado pela Mendes Wood DM, em São Paulo.
   

Cris Bierrenbach
: Radicada em São Paulo, a artista apareceu na última temporada com auto-retratos surpreendentes em tamanho real, crivados de buracos de bala. Bierrenbach trabalha em uma tradição ilustre que toca tanto o auto-retrato de Cindy Sherman, quanto o trabalho de performance de 1970 de Chris Burden e sua abordagem radical para com o corpo (em que ser baleado e pregado são apenas dois exemplos memoráveis​​). Como se fundindo as práticas desses mestres, o trabalho de Bierrenbach existe em um contexto sociopolítico, levantando perguntas sobre quem são essas mulheres em seu trabalho e o que aconteceu com elas; fala da violência diária e casual no trabalho, em casa, e em público – brincando o tempo todo com a noção de retrato diário. 

Priscila Rezende
: Artista emergente, radicada em Belo Horizonte, Priscila Rezende centra seus trabalhos em questões de gênero e raça na sociedade brasileira contemporânea. Para esta exposição, Rezende irá apresentar uma de suas mais recentes performances, Bombril (2010), na qual a artista utiliza seu cabelo como palha de aço para limpar a superfície metálica de diversos utensílios de cozinha. O trabalho intitula-se a partir de uma popular marca de palha de aço no Brasil – “Bombril” – que também serve como termo pejorativo para designar o cabelo das pessoas negras.


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